O Reflorestamento Mais Barato – A Regeneração Natural.


O código florestal brasileiro (Lei Nº 12.651, de 25 de Maio de 2012) normatiza que as margens de rios e as nascentes são consideradas Áreas de Preservação Permanente (APP).


Essas Áreas, caso desmatadas, devem ser recuperadas para garantir a proteção aos recursos hídricos e a manutenção de corredores ecológicos. A recomposição é responsabilidade dos possuidores dos imóveis rurais, assim, uma vez realizada, evita punições aos seus proprietários no âmbito administrativo e penal.​


Graças a grande resiliência da natureza, em algumas situações, a interrupção dos fatores que provocam a degradação será suficiente para promover a recuperação da área.


A identificação da possibilidade de ocorrência da regeneração natural passa por diversos fatores, dentre os quais se pode destacar o tamanho do fragmento degradado, sua conectividade com áreas conservadas, o fluxo de dispersores de sementes e a ocorrência de plantas atrativas à fauna.


Primeiramente, nos casos em que a área de APP desmatada se encontra inserida em um fragmento de mata, de modo a possuir conectividade com áreas não desmatadas, haverá grandes chances da regeneração ocorrer, sem que para isso se faça necessária a intervenção humana.


Isso pode ocorrer, principalmente, em fragmentos pequenos, bem como em decorrência de uma intensa chuva de sementes, que possa advir das adjacências, em função do fluxo natural de dispersores de sementes, que visitam as áreas contíguas.


Exemplo disso pode ser observado na seguinte imagem:


Por outro lado, nos casos em que a APP desmatada não possui conexão com a vegetação nativa e há intensa ocupação por gramíneas invasoras, a regeneração natural será de baixa probabilidade.


Nesses casos, o banco de sementes do solo está contaminado pelas sementes das gramíneas, além disso, o local não possui atrativos à fauna dispersora de sementes.


É o que se percebe no exemplo abaixo:



Para o 1° caso, recomenda-se apenas que a área seja cercada, evitando-se o pisoteio pelo gado e o fluxo de máquinas e implementos agrícolas. Assim, em poucos anos, poderá ser observada a efetivação de uma sucessão ecológica que irá, gradualmente, gerar uma nova comunidade de plantas no local.


Por fim, o 2° exemplo impõe medidas mais drásticas e custosas, em função do elevado grau de degradação, como a semeadura direta de sementes ou o plantio de mudas em linhas.


Os diferentes métodos de reflorestamento aplicáveis à realidade brasileira, assim como os gargalos e dificuldades a implementação de cada uma das estratégias será tema das nossas próximas postagens.


De todo modo, a Nordeste Sustentável se coloca a disposição para sanar dúvidas sobre o tema e encontrar as melhores alternativas para os diferentes interessados em reflorestar suas áreas de APP ou, de forma geral, adequar-se a legislação ambiental vigente.


Aurélio Ribeiro.

Nordeste Sustentável

Fundador.

Email:aurelioribeiromeneses@gmail.com

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